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Fuja das gorduras trans

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Restaurantes, lanchonetes e fabricantes de alimentos do mundo inteiro vêm mudando seus cardápios e a receita de alguns de seus pratos por conta de substâncias conhecidas como gorduras trans. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que todos os alimentos tragam em sua embalagem a quantidade de gordura trans presente em suas fórmulas.

Formada por um processo de hidrogenação, as gorduras trans servem para melhorar a consistência e aumentar a vida de prateleira de alguns produtos. O aspecto crocante de certos biscoitos, por exemplo, vem do uso desse tipo de gordura. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans tende a aumentar o colesterol total e o colesterol "ruim" (LDL) e a diminuir os níveis de colesterol "bom" (HDL). A consequência dessas alterações no sangue, a longo prazo, pode ser a formação de placas nas artérias (aterosclerose) e o surgimento de doenças como infarto e derrame cerebral.

"Felizmente, há uma preocupação e uma tendência por parte da indústria de alimentos e de alguns restaurantes no mundo inteiro, principalmente de grandes redes, de substituir gradualmente a gordura trans por outro tipo de gordura em seus produtos, para causar menos danos à saúde da população", observa a consultora técnica Dillian Goulart, do Ministério da Saúde. "É importante investir em pesquisas sobre maneiras de tornar os alimentos industrializados mais saudáveis", ressalta.

O Ministério da Saúde vem construindo propostas de pactos com as indústrias de alimentos para redução do teor de alguns nutrientes nos seus produtos, como o sódio, largamente consumido pela população brasileira e que contribui para o aumento dos níveis de pressão arterial, que pode levar à hipertensão e a outras doenças crônicas.

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